segunda-feira, 30 de maio de 2011

Fuga circular no centro rolante.

Indiferente das camadas sociais dos cílios, estes quando se apaga a luz, se abraçam, comemoram os dotes triplicados em mil. Os superiores, os inferiores, unificando o sonolento escuro, adormecida noite.
Indiferente dos cílios, as irreais rodas retardavam as pernas, e o temer no guidão. Esfolaram os cicatrizados joelhos. Noturno no centro do ponto azulado emarinhado, perseguição nas faixas de luzes traçadas nos ladrilhos riscados pelos ovais rolantes. Rolando em frente para o transporte pras pernas retardatárias.
A fuga da dupla sedentária de esquerda e de direita daquele de rosto indefinido que vinha no transporte rolante. Não era comandado, ele fabricava sua velocidade e transformava em energia motivante. O prêmio estava logo a frente: a comandada pelo medo, com as pernas congeladas pelo confortável frio do desconhecido.
Não a conseguiu.
Adquiriu coragem e direção, afogou no real. Largam-se os cílios.
Volta ao natural.

sábado, 28 de maio de 2011

O vermelho balançando florido no cinza.

Era verde não verdadeiro aquele capim magro comprido que cobria a colina, esmagado era pelas botinas vermelhas da menina com miojo de achocolatado colado no crânio, embalada em florido vestido. Balançava o balanço madeiroso no relance do barranco, preso pelo marrom no verde verdadeiro no marrom farpeiro. Martelada raiz.
Se não fosse o enraizado martelo, a martelada frontal, miojo nescau jamais abandonaria o chão pra juntar os dedos nas cordas. Enfarpar as mãos, temer o abrir da gaiola, temer o enxergar do céu acimentado. Todo termor esquecido, todos os corvos encontrados.